Stephen Hawking: uma mente livre

Stephen William Hawking nasceu na Inglaterra, em 9 de janeiro de 1942 – no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. O pai era médico e a mãe formada em filosofia, mas, segundo John MacClenahan, seu amigo de infância, “o que mais impressionava eram as conversas durante o almoço. Eles discutiam coisas que jamais seriam comentadas na minha casa, como sexo e aborto”.

Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) aos 21, não se abateu quando médicos estimaram que ele teria pouco tempo de vida, e continuou sua carreira no campo da ciência. Suas teorias desafiam a noção de espaço-tempo e levam a mente a uma outra dimensão.

Foi em seus estudos sobre os buracos negros que fez uma das suas principais contribuições, afirmando que estes emitem uma radiação, a qual ficou conhecida como Radiação de Hawking. Essa teoria também mostrou que os buracos negros não eram imortais, mas sim que, em milhões de anos, eles poderiam desaparecer gradativamente.

O fato é que ajudou a fomentar debates que foram muito além do mundo acadêmico ou de grupos de especialistas. Como, por exemplo, os Teoremas da Singularidade, o Paradoxo da Informação – que visa resolver uma questão de mecânica quântica referente à Radiação de Hawking -, e a Inflação Cósmica.

Teve diversos livros publicados, explicando teorias complexas para leigos, dentre os quais podemos citar: “Uma breve história do tempo”, “O Universo numa casca de noz”, “Uma nova história do tempo” e “God created the integers” (2006). Em parceria com sua filha Lucy, também escreveu livros infantis sobre o universo como George e o Segredo do Universo (2007) e suas duas continuações.

Sua vida, tanto no âmbito profissional como no pessoal, foi um desafio aos limites. Hawking viajou por todos os continentes, incluindo a Antártida; casou-se duas vezes; foi pai de três filhos; tornou-se uma espécie de ícone pop, que apareceu em séries como Os Simpsons e The Big Bang Theory, da qual se declarava fã; subiu em um globo aerostático; experimentou a gravidade zero e, quando perguntado sobre o por que fazia aquilo, ele respondeu: “Quero demonstrar que as pessoas não devem se limitar por suas deficiências físicas se o seu espírito não estiver deficiente.”

O físico britânico, verdadeiro símbolo do poder de superação da mente humana, que explicou o universo de uma cadeira de rodas e aproximou as estrelas de milhões de pessoas, faleceu nesta madrugada em sua casa de Cambridge (Inglaterra), aos 76 anos, sem ganhar o tão merecido Nobel, mas com a certeza de missão realizada, de que ele acordou todo dia e deu o seu melhor, até o fim.

“Estamos profundamente entristecidos com o falecimento do nosso amado pai hoje”, dizem seus três filhos. “Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado sobreviverão por muitos anos. Sua coragem e persistência, com seu brilho e humor, inspiraram pessoas no mundo inteiro. Certa vez disse: ‘O universo não seria grande coisa se não fosse lar das pessoas que você ama’. Sentiremos sua falta para sempre”. 

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Beijos!

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Fontes

https://super.abril.com.br/ciencia/a-vida-privada-de-stephen-hawking/

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/o-que-fez-de-stephen-hawking-um-dos-cientistas-mais-influentes-da-historia.ghtml

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/14/ciencia/1521000039_928701.html

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