O Poder da Mente

Hoje eu vou compartilhar uma experiência pessoal com você, pois tem bastante a ver com o que falamos. Algumas das pessoas que acompanham o blog a mais tempo, sabem que comecei a fazer aula de boxe ao final do ano passado.

O que acontece é que, em função das formações que fiz nos últimos meses, juntamente com toda uma reformulação de carreira, mudei minha área de atuação, o boxe ficou de fora. Mesmo sendo algo que eu avaliei e analisei conscientemente, pois minha prioridade naquele momento era outra, eu estava incomodada com isso, pois eu realmente gosto de praticar esse esporte.

Então coloquei como meta algumas vezes durante esse período, para retornar as aulas. Não rolou, tudo bem, sem chicotinho da autopunição, afinal, eu não estava “matando” aula, era uma escolha consciente em um função de um objetivo maior no momento.

Eis que um dos meus cliente tira férias e eu, consequentemente, ganhei umas horinhas de “folga” por dia, aproveitei esse tempo extra para reorganizar minha rotina. Terminei algumas tarefas importantes que estavam um pouco atrasadas devido a quantidade de coisas que assumi nos últimos tempos. E agora eu finalmente podia voltar pro boxe.

Pois bem, depois de quase três meses parada eu voltei pra aula de boxe. Mas o que isso tem a ver com o Poder da Mente? Para que vocês entendam melhor a história, é preciso explicar que eu tinha uma crença de incapacidade muito grande, a qual eu ressignifiquei e continuo reforçando para mim mesma, todos os dias, o quanto eu sou capaz, sim.

Tudo começou antes mesmo de sair de casa, na hora de me preparar para a aula. Na hora me veio aquela voz na cabeça: “sério mesmo que tu vai ter a cara de pau de voltar depois de todo esse tempo?” Eu respondi: “vou!”

Continuei me vestindo e ela disse: “todo mundo vai ficar se arriando que a sumida resolveu aparecer”. Eu devolvi: “tudo bem, eu não preciso provar nada para ninguém, eu sei que minha escolha foi consciente e necessária para que eu focasse no meu objetivo maior.

Conforme eu ia retrucando a todos esses pensamento, me negando a ser dominada por eles, eu sentia que até a minha postura melhorava, me sentia mais autoconfiante e empoderada.

Por fim, um pouco antes de eu sair de casa, ela deu a sua cartada final: “a turma já está bem mais avançada, você mal lembra dos movimentos”. Ela foi esperta, tentou cutucar minha ferida da incapacidade. Lembrei que ter pedido esses meses de aula me deixou triste, sim, porém, o estado positivo da tristeza é a humildade.

Eu valorizo muito a humildade, então reuni toda a minha e disse: “tudo bem, eu estou disposta a aprender e dar o meu melhor. E outra, eu não vou começar do zero, eu já sei alguns movimentos, só preciso pratica-los”.

E então eu fui para a melhor aula de boxe que eu tive até hoje. Antigamente eu não conseguia completar o aquecimento, por não estar acostumada com atividades físicas. Só que nesse meio tempo em que estive “parada” transcendi meus limites físicos tantas vezes, que estava determinada em dar sangue e suor para fazer a aula completa até o final.

Durante o aquecimento, fiz uma pausa mínima, apenas para reorganizar minha respiração, mas não parei, continuei até o final, como se minha vida dependesse daquilo. Me mantive conectada com o meu corpo o tempo todo, me mantendo consciente dos meus movimentos, para que tudo acontece com o máximo de sincronia.

Terminei o aquecimento e começamos a aula. Precisei revisar alguns movimentos com o professor, não tive vergonha, perguntei, pedi para ele me mostrar exatamente como deveria ser, observei, mentalizei e repeti algumas vezes.

Dei o meu melhor, quando um movimento não saía como eu queria, eu repetia ele mais devagar, para gravar a forma correta, ao invés de cair na risada e me perder toda como antes. Para falar a verdade, o único momento em que me peguei rindo foi em momento que eu estava fazendo exercício com um colega, e era mais um riso de provocação pra luta do que de descontrole.

Como fazia algum tempo que eu não ia, o professor fez um reforço comigo. E por reforço, me refiro a fazer um intensivo comigo para relembrar os golpes e aprimorá-los. Ele é uma pessoa incrível, não se contenta com menos do que o nosso melhor, incentiva e acredita no nosso potencial.

Pra mim, ele parece ter uns dois metros de altura, e isso me intimidava antes, não mais. Me ergui em todo o meu 1,66m e meti a cara. Me concentrei em cada sequência que ele me passava: jab, direto, esquiva, cruzado, cruzado, cruzado. E não peguei leve com ele não, eu estava socando as luvas, usei todo o peso do meu corpo para me impulsionar, pois esse era o momento de treinar valendo. Até arranquei um sorrisinho do professor.

Claro que isso meu deu um cansaço extra, pois os outros colegas estavam fazendo um outro exercício, em um ritmo mais tranquilo. Mas não me deixei cair. Voltei para os exercícios e, dessa vez, pratiquei com um colega homem, ao contrário do que eu fazia, que era procurar ou o namors ou uma menina para fazer.

Não procurei me manter mais afastada, nem me intimidei. Me concentrei no exercício, para reagir com o máximo de sincronia aos movimentos dele. Antes eu já começava a esquivar antes mesmo da pessoa se mexer direito. Me peguei com um sorrisinho de provocação no rosto, peitando meu “adversário”. Como quem dizia: “ta cansado?”

Terminou a aula. Fomos para o encerramento: abdominais. Como era segunda-feira o professor decidiu “pegar leve” e pediu “só” uma série de cem abdominais V sentado, conhecido carinhosamente como “estoura bucho”. Aí eu pensei: ca-ra-lho! Mas vambora!

Sempre alguém puxa a contagem e a turma conta só as dezenas. Eu não dei um pio durante a série, minha concentração estava toda em concluí-la. Fechei os olhos, como sou auditiva, quando me concentro nos sons tenho muito mais facilidade de me potencializar.

O professor gritava incentivos e transmitia energia para que continuássemos, a contagem era como se fosse alguém me desafiando, mantive meus movimentos e respiração sincronizados, em um ritmo constante. O tempo todo eu dizia para o meu corpo que conseguiria, só mais um pouco e, quando vi, cheguei aos cem.

Eu não fazia ideia do quanto havia transcendido os meus limites até que a aula acabou. No momento em que relaxei e entrei no modo “tudo bem, conseguimos”, meu corpo pesou como se eu tivesse 200kg, eu estava exausta, precisei dar uma sentada e descansar um pouco antes de voltar pra casa.

Eu estava morta com farofa, mas muito orgulhosa e feliz comigo mesma. Dei 110% naquela aula, e o meu cansaço era o resultado de toda a minha dedicação e empenho, era a prova física de que tinha alcançado meu objetivo.

Essa é a maior prova do quanto nossos pensamentos podem nos potencializar ou incapacitar. Não é como se eu estivesse super tranquila, eu precisei me sobrepor aos pensamentos negativos, fiz a escolha de pensar positivamente e me impulsionar. Eu que amo impulsionar as outras pessoas a superarem seus limites, esquecia de impulsionar a mim mesma, não mais.

Não teve nada a ver com meus limites físicos, se eu tivesse pensado que era assim, não teria terminado a aula. Eu sabia que estava tudo na minha mente, que eu era capaz de chegar até o final, só precisava me manter focada nisso, e não deixar que nada abalasse esse pensamento.

E é assim em tudo na vida, as nossas limitações estão na nossa cabeça, somos nós mesmo que nos impomos barreiras “intransponíveis”. Eu não compartilhei essa história para me gabar, tenho consciência de que cumpri o meu objetivo, não preciso de uma confirmação externa. Contei essa história para que outras pessoas saibam que todos nós temos esse poder.

Comece hoje a mudar sua forma de pensar, acredite em si mesmo. Lembre-se de tudo que você já superou até hoje. As pessoas ficam procurando por “grande feitos” em suas vidas, e se esquecem que todos temos nossas superações diárias. Com certeza, se você focar nas suas realizações, perceberá que tem um potencial gigante esperando para ser usado.

Eu acredito em cada um de vocês!

Beijos!

Até a próxima!

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2 comentários em “O Poder da Mente

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